Domingo, 28 de Julho de 2013 - 11:40
domingo, 28 de julho de 2013
Salvador, capital da insegurança...
MPL...
MPL: Ocupantes da Câmara agendam manifestação para esta semana
A programação completa inclui ainda mesas de discussão e sessões de cinema
28.07.2013 - 17:47
Integrantes do Movimento Passe Livre (MPL)
divulgaram a agenda de atos, ações e protestos que irão realizar nesta
próxima semana através das redes sociais. Os manifestantes que estão
ocupando a Câmara Municipal de Salvador programaram uma série de eventos
para mobilizar os integrantes do grupo, além de uma manifestação a ser
realizada na próxima quinta-feira, 1º de agosto.
Nesta data, os manifestantes irão sair da Câmara em
direção à estação da Lapa, às 10h. O objetivo é permitir que os cidadãos
que estiverem no local na hora do protesto tenham acesso aos ônibus
gratuitamente como uma forma de reivindicar o passe livre - principal
demanda do movimento.
Em seguida, eles seguem para a sede do Sindicato de
Transporte de Passageiros de Salvador (Setps), no Comércio. Depois da
manifestação, eles irão retornar à Câmara para uma palestra com Tonho
Matéria.
Segundo a agenda, será realizada ainda uma oficina
de agitação e propaganda (para a confecção de materiais para o
protesto), além de diversas rodas de discussão e sessões de cinema.
Confira a agenda na íntegra:

Confira a agenda na íntegra:
sexta-feira, 19 de julho de 2013
Assaltos a banco...
Mortes em assaltos em bancos crescem 11,1%; Bahia é o terceiro no ranking
São Paulo – O número de mortes em assaltos envolvendo bancos no país
cresceu 11,1% no primeiro semestre deste ano na comparação com igual
período do ano passado, aponta levantamento, divulgado hoje (19), pela
Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf) e a
Confederação Nacional dos Vigilantes (CNTV). A pesquisa, elaborada com o
apoio técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos
Socioeconômicos (Dieese), mostra que o total de vítimas passou de 27
para 30. O estado que concentra maior número de casos (46%) é São Paulo,
com 14 mortes.
“O que mais nos preocupa é essa curva de crescimento constante, porque foram 23 casos em 2011, passamos para 27 e chegamos a 30. Não se tem medidas por parte do setor financeiro que reduzam essas mortes”, avaliou José Boaventura Santos, presidente da CNTV. O Rio de Janeiro é segundo estado em número de mortes, com cinco vítimas, seguido pela Bahia e pelo Rio Grande do Sul, ambos com três. Cerca de 60% dos casos, 18 mortes, correspondem aos assaltos ocorridos quando os clientes saem da agência, crime conhecido como saidinha bancária.
Os clientes continuam sendo as principais vítimas dos assaltos envolvendo bancos. Foram 21 casos no primeiro semestre deste ano, um aumento de 40% em relação ao mesmo período do ano passado. Os vigilantes aparecem em seguida, com quatro mortes. Segundo a CNTV, existem cerca de 700 mil vigilantes no país, sendo que 25% trabalham em instituições bancárias.
“Isso significa que ir a um banco hoje pode ser uma operação de risco”, acrescenta Boaventura. Quase a totalidade das mortes (93,3%) correspondem a pessoas do sexo masculino. “Geralmente os homens sacam quantias maiores de dinheiro e são também maioria nas atividades de segurança. Eles estão mais expostos ao risco e reagem mais à ação dos assaltantes”, avalia.
Ele acredita que faltam investimentos por parte das instituições bancárias que garantam aos clientes uma movimentação segura. “Foram investidos R$ 3,1 bilhões em segurança e vigilância em 2012, enquanto o lucro dos seis maiores bancos superou R$ 51 bilhões. E esse cálculo ainda envolve proteção de crimes eletrônicos, ou seja, o investimento real para segurança da vida das pessoas ainda é menor”, apontou. O levantamento aponta que os bancos foram multados pela Polícia Federal em R$ 8,8 milhões pelo descumprimento de normas de segurança.
Como medidas de prevenção que poderiam ser adotadas, Boaventura aponta a instalação de biombos e divisórias, além de câmeras e portas de segurança. “A porta, por exemplo, deveria se tornar obrigatória. Defendemos também a blindagem das fachadas”, sugeriu o presidente da confederação. Ele destacou que em João Pessoa, capital da Paraíba, onde uma lei municipal obriga a instalação de divisórias, não foram registrados crimes de saidinha bancária.
A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) foi procurada pela Agência Brasil para comentar os dados, mas não retornou até o momento da publicação da reportagem.
“O que mais nos preocupa é essa curva de crescimento constante, porque foram 23 casos em 2011, passamos para 27 e chegamos a 30. Não se tem medidas por parte do setor financeiro que reduzam essas mortes”, avaliou José Boaventura Santos, presidente da CNTV. O Rio de Janeiro é segundo estado em número de mortes, com cinco vítimas, seguido pela Bahia e pelo Rio Grande do Sul, ambos com três. Cerca de 60% dos casos, 18 mortes, correspondem aos assaltos ocorridos quando os clientes saem da agência, crime conhecido como saidinha bancária.
Os clientes continuam sendo as principais vítimas dos assaltos envolvendo bancos. Foram 21 casos no primeiro semestre deste ano, um aumento de 40% em relação ao mesmo período do ano passado. Os vigilantes aparecem em seguida, com quatro mortes. Segundo a CNTV, existem cerca de 700 mil vigilantes no país, sendo que 25% trabalham em instituições bancárias.
“Isso significa que ir a um banco hoje pode ser uma operação de risco”, acrescenta Boaventura. Quase a totalidade das mortes (93,3%) correspondem a pessoas do sexo masculino. “Geralmente os homens sacam quantias maiores de dinheiro e são também maioria nas atividades de segurança. Eles estão mais expostos ao risco e reagem mais à ação dos assaltantes”, avalia.
Ele acredita que faltam investimentos por parte das instituições bancárias que garantam aos clientes uma movimentação segura. “Foram investidos R$ 3,1 bilhões em segurança e vigilância em 2012, enquanto o lucro dos seis maiores bancos superou R$ 51 bilhões. E esse cálculo ainda envolve proteção de crimes eletrônicos, ou seja, o investimento real para segurança da vida das pessoas ainda é menor”, apontou. O levantamento aponta que os bancos foram multados pela Polícia Federal em R$ 8,8 milhões pelo descumprimento de normas de segurança.
Como medidas de prevenção que poderiam ser adotadas, Boaventura aponta a instalação de biombos e divisórias, além de câmeras e portas de segurança. “A porta, por exemplo, deveria se tornar obrigatória. Defendemos também a blindagem das fachadas”, sugeriu o presidente da confederação. Ele destacou que em João Pessoa, capital da Paraíba, onde uma lei municipal obriga a instalação de divisórias, não foram registrados crimes de saidinha bancária.
A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) foi procurada pela Agência Brasil para comentar os dados, mas não retornou até o momento da publicação da reportagem.
A lei e o crime, parte II...
Investigador da Polícia Civil que assaltou carro-forte é preso em Itapuã
Salvador
– Investigadores do Grupo de Apreensão e Captura (GRAC) do Departamento
de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), em conjunto com policiais de
Pernambuco, prenderam, em Itapuã, o ex-investigador Carlos Henrique
Navarro Caldas, 46 anos, já excluído dos quadros da Polícia Civil da
Bahia, em 1996, após assaltar um carro-forte, na cidade de Petrolina,
Pernambuco.
Diplomado em Direito e lotado, na ocasião do crime, na 17ª
Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Juazeiro), Carlos
Henrique era considerado foragido da Justiça , uma vez que desobedeceu
ordem judicial para comparecer periodicamente à Vara Criminal de
Petrolina, onde fora condenado há 12 anos de prisão pela tentativa de
homicídio contra um promotor local, também em 1996.
Segundo o diretor do DHPP, Jorge Figueiredo, que acompanhou toda a operação, o ex-investigador tinha um mandado de prisão em aberto por este crime, cumprido contra ele quando caminhava na Avenida Dorival Caymmi, nas imediações do prédio do INSS, em Itapuã. “O GRAC, que atua 24 horas em operações de cumprimento de mandados e captura, estava no seu encalço há alguns dias”, salientou.
Investigadores da Polícia Civil pernambucana, lotados em Petrolina e que participaram da prisão, deverão conduzir Carlos Caldas, nas próximas horas, para Pernambuco, onde deverá cumprir o restante da pena.
Segundo o diretor do DHPP, Jorge Figueiredo, que acompanhou toda a operação, o ex-investigador tinha um mandado de prisão em aberto por este crime, cumprido contra ele quando caminhava na Avenida Dorival Caymmi, nas imediações do prédio do INSS, em Itapuã. “O GRAC, que atua 24 horas em operações de cumprimento de mandados e captura, estava no seu encalço há alguns dias”, salientou.
Investigadores da Polícia Civil pernambucana, lotados em Petrolina e que participaram da prisão, deverão conduzir Carlos Caldas, nas próximas horas, para Pernambuco, onde deverá cumprir o restante da pena.
A lei e o crime...
PMs são presos por assassinato e tortura de adolescente em São Cristovão
Denunciados pelo MPE, os indiciados já respondiam ao inquérito desde janeiro deste ano, quando tiveram prisão temporária decretada. Os militares responderão a Processo Administrativo e seguem custodiados no Batalhão de Choque da Polícia Militar, em Lauro de Freitas, onde aguardam julgamento. Os mandados de prisão foram expedidos pelo 2ª Juízo da 2ª Vara do Tribunal do Júri.
Saidinha bancárias...
Sex
, 19/07/2013
às 18:01
Suspeitos de saidinhas bancárias deixaram cadeia há 20 dias
- Os criminosos foram presos quando se preparavam para uma nova ação
Os homens, identificados como Geilson dos Santos Silva, também conhecido como Gê, de 39 anos, Felipe Osório Mota, 22, Elielson Cabral Barbosa, 23, e Bruno Santos de Souza, 28, foram detidos pela 14ª Delegacia Territorial (DT/Barra) na região de Porto Seco Pirajá, na quarta, 17. Eles rodavam em um veículo Corsa Sedan, de cor prata, e uma motocicleta XRE-300, de cor vermelha, próximo de a uma agência bancária.
Gê, apontado como líder da quadrilha, e o comparsa Felipe saíram da cadeia há 20 dias, depois de presos também pela prática de saidinhas bancárias. Eliélson e Bruno ainda não tinham passagem pela polícia.
Segundo o delegado titular da Delegacia Territorial da Barra, João Cavadas, os suspeitos carregavam um revólver calibre 38 e uma pistola ponto 40, de uso restrito e ao serem conduzidos para a delegacia, foi apurado que atuavam em saidinhas em Salvador, Simões Filho e Lauro de Freitas. Após prisão um quinto integrante, Luís Carlos Pereira, conhecido também como Lula, 34, foi capturado no bairro da Pituba, em um veículo Fiesta, de cor prata.
Ainda de acordo com o delegado, os cinco homens faziam parte de uma mesma quadrilha dos presos nos bairros do Stiep e Pernambués. O bando foi autuado por formação de quadrilha e porte ilegal de arma de uso restrito. Além de serem indiciados em inquérito policial pelos mesmos crimes e por roubo qualificado. Os carros, a moto e as armas apreendidas seguiram para perícia.
quinta-feira, 18 de julho de 2013
Tropa descuidada pelos governantes, vergonha...
Índices mostram que, na média, tropa da PM já beira a obesidade
Quem presta atenção nas ruas logo nota que os policiais militares baianos levam na cintura mais do que armas e munição. O CORREIO teve acesso a dados que provam: a tropa está quase obesa
14.07.2013 - 07:04
Testemunhar um policial gordinho perder uma corrida para o ladrão pode até parecer engraçado, mas, no caso da Polícia Militar da Bahia, a situação resume um problema.
Levantamento ao qual o CORREIO teve acesso mostra que o Índice de Massa Corporal (IMC) da PM é, em média, de 29,5 kg/m². A Organização Mundial de Saúde (OMS) considera que, entre 25 e 29,9, o indivíduo tem sobrepeso. A partir de 29,9 já é tratado como obeso de nível 1.
Ou seja, a tropa da PM baiana beira a obesidade. O índice foi confirmado pelo Departamento de Saúde (DS) da corporação, que obteve a média do IMC a partir da avaliação física de 6,2 mil policiais nos últimos cinco anos.
As avaliações foram feitas em quatro circunstâncias diferentes: na fase de admissão, nas mudanças de patentes (promoções), em cursos internos e externos e durante atendimentos médicos.
“A partir desses dados, concluímos que nossa tropa está acima do peso. Readequar esse IMC é prioridade”, afirmou o coordenador do DS, coronel Nelson Ribeiro.
O número de referência é o único que a PM tem. Até porque, avaliações como o Teste de Aptidão Física (TAF), são realizadas apenas quando se entra na PM ou quando se é promovido. Além disso, sequer exames periódicos são realizados.
“Desde que entrei na PM só fiz um exame de sangue, na admissão. A polícia não acompanha a saúde dos seus homens”, afirma o soldado Rocha, símbolo de que se pode chamar de “medida certa” às avessas. Ele explica que, quando entrou na corporação, pesava 80 quilos. Agora, com 115 e 1,78m de altura, vê o que acontece com os colegas. “Com a exceção dos novatos, a tropa é quase toda acima do peso. Sem atividade física e alimentação ruim, não tem como ser diferente”.
Sem percentuais que apontem a quantidade de policiais acima do peso, a PM só conta mesmo com o IMC médio da tropa. Mas a maior prova de que esse número é grande está nas ruas, onde há PMs exibindo cinturas protuberantes e fardas apertadas.
O problema é que poucos, como Rocha, querem falar no assunto. Menos ainda aceitam ser fotografados, como ele fez. Os que aceitam reclamam da falta de tempo e estrutura para fazer atividades físicas, além da dificuldade financeira para investir em alimentação.
O soldado Freitas*, da 12ª CIPM (Rio Vermelho), chegou a pesar 145 quilos e teve de fazer cirurgia de redução de estômago. Perdeu 40 kg e ainda luta contra a balança.
Obeso
“Eu já tinha um sobrepeso, mas na PM fiquei obeso. Você só faz tirar serviço e quando vê não suporta nem o próprio peso. O negócio deles é botar o policial na rua, não importa em que condição”, critica Freitas.
Já Oliveira*, que diante do seu excesso de massa imprime esforço maior que o normal para fazer rondas a pé pelo Centro, tem vergonha de revelar em que companhia é lotado. O segundo emprego o impede de malhar. “Temos que completar o orçamento fazendo um bico. Fica difícil fazer uma academia”.
Entre os oficiais, a realidade não é muito diferente. Um deles culpa o excesso de trabalho. “Pergunte à tropa se ela prefere fazer uma atividade física após o serviço ou ir descansar em casa”, observou capitão Matos*, do 18º Batalhão (Centro Histórico).
Os PMs acima do peso relatam dificuldade não só para correr atrás de bandido, mas também para entrar e sair das viaturas, carregar armamento pesado e atirar com precisão.
Até as mulheres dizem que não têm como se cuidar. “As companhias deveriam ter aparelhos de musculação com acompanhamento de preparador físico”, disse a soldado Rita*, sem conseguir esconder os pneus debaixo da farda.
O sobrepeso, como se sabe, impacta na saúde. Hipertensão, diabetes, colesterol alto e doenças do coração são comuns na PM. Rocha acumula todos. Há dois anos, sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC). “Estou com 115 quilos, mas já cheguei a 125”.
Prevenção
O coordenador da Associação dos Policiais e Bombeiros da Bahia (Aspra), Marco Prisco, diz que um dos pedidos da entidade é a realização de exames periódicos.
“Pelo menos duas ou três vezes por ano. Eles não têm o levantamento de AVCs e infartos, mas o índice é altíssimo”, diz Prisco, que aponta também problemas ortopédicos. “A tropa está doente. Só este ano soubemos de seis policiais que morreram de câncer”.
Outra prova de que a tropa está engordando está nas lojas que vendem uniformes da polícia. A Estrela Uniformes, na Ladeira da Praça, tem tido dificuldade no estoque porque trabalha apenas com a numeração das fardas entre 42 e 48.
“Mas, de uns tempos para cá, muitas têm que ser feitas por encomenda. Normalmente são para veteranos. Eles se cuidam menos”, decreta a dona do estabelecimento, Eliana Santana.
*nomes fictícios
Saúde da polícia foi deixada de lado, afirma oficial reformado
Para o major reformado e professor do mestrado de Segurança Pública da Universidade Federal da Bahia (Ufba), João Apolinário da Silva, o desleixo com o preparo físico e com a saúde dos policiais na Bahia começa a ser notado a partir do início da década de 1990, quando houve uma mudança estrutural na PM. Ele acredita que a criação das chamadas Companhias Independentes de Polícia Militar (CIPMs) afastou o policial de diversas atividades que lhe proporcionavam mais qualidade de vida.
Os antigos batalhões eram mais centralizados, diz o especialista, com academias e quadras poliesportivas. “Havia torneios de futebol e olimpíadas esportivas. Todos os batalhões tinham academias. Hoje o policial chega na companhia e vai direto para a rua. Antes eles tomavam café e almoçavam juntos. Era como uma família”.
O próprio Hospital da Polícia Militar, que funcionou muito tempo nos Dendezeiros, está fechado há dois anos. As mudanças ocorreram, explica o oficial reformado, de cima para baixo. Segundo o professor, com o passar dos anos, a saúde foi esquecida pelo Comando. “Antes, a polícia tinha três quadros: o operacional, o administrativo e o médico. Só para se ter uma ideia, cada batalhão tinha a sua ambulância. Depois, o operacional teve uma supremacia sobre os outros dois. A questão médica foi completamente colocada de lado”.
O professor observa que, na Bahia, praticamente não há estudos científicos sobre a saúde dos policiais. Ele defende que seja criado um planejamento estratégico para saber qual é o tamanho desse problema. “É preciso que se faça um diagnóstico da vida dos policiais para a elaboração de um programa de condicionamento físico”. A própria geografia da cidade, diz ele, pede isso. “Imagine uma pessoa obesa, com armamento sensível, subindo o Alto das Pombas. É por isso que as tragédias ocorrem”, acredita.
Rango de graça em restaurantes favorece pecado da gula
Há algumas explicações para que o Índice de Massa Corporal (IMC) da PM esteja bem distante do atingido pelo atlético lutador Anderson Silva e bem perto do alcançado pelo pesado atacante Walter, do Goiás. Uma dessas explicações está nos próprios policiais. Não foram poucos os que, sem se identificar, apontaram o pecado da gula como uma das causas do problema. Ou seja, a culpa da silhueta avantajada não é só de quem comanda a tropa.
Até porque, como é comum nas ruas de Salvador, PMs têm acesso livre em restaurantes e lanchonetes. E sem pagar nada. “Tem isso também. Muitos de nós têm o privilégio de se alimentar de graça. Uns acabam comendo demais. E várias vezes por dia”, reconheceu um sargento da 12ª CIPM (Rio Vermelho).
O CORREIO chegou a interpelar um PM que, após sair de uma lanchonete na Praça da Sé, no Centro Histórico, se recusou a falar de suas operações gastronômicas. “Não tenho como conversar com você em serviço”, esquivou-se. Conversar não pode, mas, pelo visto, comer é de lei. O dono da lanchonete disse que tudo não passa de um agrado. “Estou aqui há muito tempo e sempre foi assim”, disse.
Mas, segundo contam donos de estabelecimentos e os próprios policiais, a prática é quase uma moeda de troca não declarada. “É aquela coisa. Ele faz a segurança da área e eu ajudo na alimentação”, disse o dono de um bar, na Barra.
Ali, todos os dias, sempre às 20h, uma viatura passa pela porta do estabelecimento. Um policial desce e pega a encomenda com petiscos diversos e refrigerantes. Para a maioria dos PMs e dos donos de restaurante, tudo é muito natural. Mas a dona de um restaurante no Rio Vermelho argumenta que a relação é, por vezes, tensa.
“Tem policial que fica viciado, sabe? A partir do momento que ele vê aquilo como uma moeda de troca fica complicado. Tem gente que dá por medo de ser assaltado”, destacou. Procurada pelo CORREIO, a assessoria de comunicação da Polícia Militar não respondeu, até o fechamento desta edição, sobre a prática relatada por donos de restaurantes.
A PM não estar sendo valorizada por seus governantes e comandantes...
Polícia Militar cria spa para tratar policiais acima do peso
Somente os casos mais críticos, onde há a procura individual do policial ou indicação de superiores, têm acesso
15.07.2013 - 05:42
O CORREIO mostrou ontem que a tropa da PM baiana não só está acima do peso como beira a obesidade. O Índice de Massa Corporal (IMC) atinge, em média, 29,5 Kg/m², bem próximo dos 29,9 Kg/m², limite dos obesos de nível 1. Mas, poderia ser pior. Há pouco mais de um ano, diante do porte físico avantajado de boa parte da corporação, o Departamento de Saúde (DS) criou uma espécie de spa para cuidar dos policiais mais gordinhos.
Leia mais:Índices mostram que, na média, tropa da PM já beira a obesidade
A chamada Clínica de Profilaxia e Saúde, com centro de educação física, funciona na Academia da Polícia Militar, nos Dendezeiros. Somente os casos mais críticos, onde há a procura individual do policial ou indicação de superiores, têm acesso. Como qualquer spa, o centro tem como premissas a reeducação alimentar com dietas rigorosas e, claro, muita atividade física.
Desde o início do funcionamento da clínica, 150 policiais já passaram pelo tratamento, ficando afastados de suas atividades de rua em períodos de seis meses. “Temos capacidade para turmas de 50 PMs. É o início de um trabalho para mudar a realidade física da tropa”, afirmou o coronel Nelson Ribeiro, coordenador do DS.
O número de reabilitados é pequeno, reclamam os policiais. “O período de acompanhamento também é curto. Eu mesmo fiz cirurgia de redução do estômago e deveria dar continuidade ao tratamento, mas não posso porque existe um período máximo”, disse um soldado, que recentemente passou pelo spa. “É muito pouco. A demanda é bem maior”, critica o presidente da Associação de Policiais e Bombeiros da Bahia (Aspra), Marco Prisco.
De qualquer forma, o projeto da PM da Bahia é anterior a um programa semelhante lançado em abril deste ano pelo Batalhão de Operações Especiais (Bope), a tropa de elite do Rio. É que 13 caveiras acima do peso tiveram que ficar confinados ao longo de semanas e enfrentaram uma maratona de exercícios, além de dieta rigorosa. Tudo para conseguir carregar 30 quilos a mais, entre coletes à prova de bala, munições e fuzil.
A programação é um pouco mais pesada que o da PM baiana. Incluiu caminhadas de quase duas horas na mata fechada. O cardápio de 1,2 mil calorias por dia era metade da necessidade diário para um adulto homem.
No interior, corporação conta com quatro unidades de atendimento
Além da clínica de profilaxia, a PM acompanha a saúde dos policiais de Salvador através do ambulatório médico do DS e de cinco unidades descentralizadas e juntas médicas.
No interior, há unidades de atendimento médico apenas em Alagoinhas, Feira de Santana, Itabuna e Teixeira de Freitas. O antigo Hospital da Polícia Militar está fechado há dois anos. Até a Copa do Mundo 2014, segundo o coordenador do DS, Nelson Ribeiro, o objetivo é inaugurar sete unidades básicas de saúde, além de um centro de reabilitação para PMs. Também existe um projeto para que todos mais de 30 mil policiais da tropa passem a fazer exames periódicos.
Atualmente, a única exceção dentro da PM é a Tropa de Choque — que passa por exames de sangue a cada seis meses e tem acesso a academia de ginástica e outras atividades físicas. Em nota, a PM informou que policiais submetidos a cursos de atualização e especialização também são submetidos a avaliação clínica e exercícios.
quarta-feira, 17 de julho de 2013
Base Comunitária...
Quarta, 17 de Julho de 2013 - 15:55
PMs denunciam situação precária da Base de Segurança de Feira de Santana
A Base Comunitária de Segurança (BCS) instalada no bairro George
Américo, em Feira de Santana, está em condições precárias e inviáveis
para funcionamento. A denúncia é da Associação de Policiais e Bombeiros e
de seus Familiares do Estado da Bahia (Aspra-BA). Segundo a entidade, o
corte no fornecimento de água para consumo e uso em geral é frequente.
Além disso, não haveria profissional contratado para realizar a limpeza
da unidade e os policiais reclamam por terem que realizar o serviço,
considerado por eles como “desvio de função”. Ainda segundo a Aspra, a
estrutura está deteriorada e com infiltrações e alguns utensílios para a
manutenção e limpeza do prédio só são adquiridos após arrecadação entre
os próprios PMs. A Base Comunitária em Feira de Santana foi inaugurada em setembro de 2012
com o objetivo de combater o tráfico de drogas e os homicídios no
bairro feirense, considerado um dos mais violentos do município.
Escalada da violência na Bahia...
Quarta, 17 de Julho de 2013 - 08:40
Sequestros-relâmpago crescem na Bahia em 2013
A
média mensal de vítimas de sequestros-relâmpago, registrada entre
janeiro a maio deste ano na Bahia, cresceu na comparação com a observada
nos 12 meses de 2012. Em 2013, 64 ocorrências já foram contabilizadas, o
que representa média de 12,8 registros por mês. Em todo o ano passado, a
média ficou em 10,9 casos mensais – 131 crimes desta modalidade.
Reportagem do jornal A Tarde, com base nos números do Centro de
Documentação e Estatística Policial (Cedep), da Secretaria da Segurança
Pública (SSP), mostra que os casos de extorsão mediante sequestro –
quando um criminoso retém uma pessoa para obter vantagem financeira –
cresceram 17% no ano passado, em comparação com 2011. Em 2012, foram
registrados 41 casos, enquanto no ano anterior sete ocorrências a menos
(35 no total). Este ano, já foram computados 18 casos, de janeiro a
maio. De acordo com a assessoria de comunicação da SSP, pelo menos nos
últimos dois anos não foram registrados casos do sequestro considerado
"clássico", quando o criminoso priva a vítima de liberdade, mantendo-a
em cativeiro, para exigir resgate. Para combater esses tipos de crime, o
Estado oficializou a criação, no último mês de abril, do Núcleo
Antissequestro e de Repressão aos Crimes de Extorsão, que funciona
subordinado à Coordenação de Operações Especiais (COE). Para o
coordenador do Observatório de Segurança Pública da Bahia, Carlos
Alberto Costa Gomes, a criação do órgão é positiva, no entanto, a medida
deveria ser acompanhada de uma série de iniciativas para prevenir os
ataques. "Há falhas na segurança só tratadas após o crime acontecer.
Vemos bom aparato no interior dos estabelecimentos, mas pouca ou nenhuma
cobertura no entorno deles", opinou. Investimentos em serviços de
inteligência, mapeamento de áreas vulneráveis e formação de policiais
especializados são pontos sugeridos pelo especialista.
quinta-feira, 11 de julho de 2013
Saúde dos olhos...
Saiba tudo sobre a cirurgia de miopia
Publicada em 11/07/2013 09:10:27
Mas antes de qualquer decisão, é preciso ter paciência. Conhecer como a cirurgia é feita e o que pode dar errado traz mais segurança para o paciente no procedimento – e conversar bastante com um especialista é um passo fundamental.
O oftalmologista Alfredo Tranjan, especialista pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia e membro da Associação Médica Brasileira, falou ao iG sobre o diferentes tipos de cirurgia disponíveis hoje e esclareceu muitas dúvidas que surgem na hora de optar pela cirurgia.
Os tipos
O oftalmologista explica que hoje existem 3 tipos de cirurgia mais utilizados: as técnicas Lasik, ILasik e PRK. A Lasik é feita com um aparelho chamado microcerato. Ele corta fisicamente (com uma fina lâmina) a região ao redor da pupila e levanta a córnea recortada para que o laser corrija o grau.
A técnica mais comum, por ter uma recuperação cirúrgica mais rápida, é a ILasik, que consiste em fazer um flap na córnea do paciente com o laser.
"Fazer um flap é recortar com laser uma ‘tampinha’ que recobre a pupila e então aplicar o laser específico para a correção do grau”, explica o médico.
Tanto a técnica Lasik como a ILasik são indicadas somente para pacientes que têm de 4 até 9 graus de miopia, dependendo da curvatura e da espessura da córnea.
“Depois disso, o resultado não fica bom”, alerta o oftalmologista.
Já a PRK é uma técnica que raspa a córnea, em vez de cortá-la.
“Raspamos apenas as células do epitélio, que é a primeira camada da córnea, com um bisturi específico para o olho. O paciente não pisca e é anestesiado. A técnica é indolor”, afirma Tranjan.
Depois de raspar o epitélio, é só enxugar a córnea com uma esponja e aplicar o laser, que é o mesmo usado nas técnicas Lasik e ILasik. Após a correção, o médico coloca uma lente de contato gelatinosa, que permanece até 72h no local, para a recuperação do epitélio.
Trajan explica que a primeira camada da córnea, o epitélio, tem um alto poder de regeneração.
“Ele sempre se regenera, não existem casos de que não tenha se regenerado. Normalmente essa camada se recompõe em 48 horas”, diz.
“Quando acontece um trauma na córnea, entre 48 e 72 horas ela está totalmente recuperada”.
A recuperação nessa cirurgia, porém, é mais lenta do que nas outras duas técnicas. Ela também não é recomendada para quem tem graus acima de 4.
“Praticamente não há complicações no PRK. Quando você trabalha com o microcerato, se acontecer alguma coisa, coloca lente e espera regenerar”, explica o oftalmologista.
A aplicação do laser corretivo em todas as cirurgias não dura mais do que 8 segundos para cada olho. No caso do Lasik, em que há necessidade de cortar a córnea com um microcerato, isso leva cerca de 20 segundos. No ILasik, quando o corte é feito pelo laser, a duração é de 10 segundos. No PRK, a raspagem do epitélio também leva cerca de 10 segundos.
Riscos
Toda cirurgia é um risco. Porém, mesmo sendo em um órgão tão nobre do corpo, a cirurgia refrativa não coleciona um histórico pessimista. O oftalmologista Alfredo Tranjan explica que não existe o risco de uma pessoa ficar cega fazendo a cirurgia.
“Fazemos uma série de exames para saber se o olho é sadio. Além de ver o grau, medimos a pressão do olho, verificamos se a retina está íntegra e se não existem outras anomalias dentro do olho. Se tudo estiver sadio, é seguro operar”, explica.
Uma das preocupações mais comuns em que está pensando em se submeter ao procedimento é o descolamento do flap, a camada de córnea que é parcialmente levantada na cirurgia.
“É muito raro descolar, precisa acontecer um trauma muito forte no olho, porém pode acontecer em qualquer época da vida, mesmo anos depois da cirurgia. Nos últimos 20 anos só vi dois casos, em pacientes que praticavam esportes radicais. Mas é necessário alertar aqueles que vão fazer a cirurgia”, conta Tranjan.
Segundo Tranjan, o descolamento do flap não é motivo de pânico, pois o problema tem conserto.
“É só repor na mesma posição, porém o período de recuperação vai variar de 15 a 20 dias”, explica.
Outro receio muito relatado é o medo do flap descolar quando a pessoa coça os olhos.
“O olho não foi feito para ser coçado. Se coçar o olho no pós-operatório imediato, vai atrapalhar a cirurgia. Está tudo frágil, ainda não está aderido. Pode ser que tenha que esperar o epitélio se regenerar de novo”, alerta.
“Todo mundo que opera acaba nunca mais coçando o olho, de tanto temor. As pessoas fazem compressas geladas e a coceira passa."
A recomendação médica é que, após a cirurgia, o paciente fique 30 dias sem entrar no mar e sem ir à academia.
“Ele poderia voltar tudo em 1 semana, pois esse é o tempo de recuperação, mas como as pessoas costumam abusar, ou talvez o risco de tomar uma cotovelada no olho, por exemplo, recomendamos 30 dias.”
Existe, porém, o risco do flap cicatrizar errado ou literalmente enrugar, caso a pessoa esfregue o local. Se isso acontecer, será preciso voltar ao médico, que lavará, hidratará e colocará o flap na posição normal.
"Quando o flap enruga, o paciente vai começar a enxergar embaçado, porém não sentirá dor”, diz o oftalmologista, recomendando que o paciente vá ao médico assim que perceba algo errado.
Olho seco
Quem conhece várias pessoas que já se submeteram à cirurgia refrativa, provavelmente já ouviu alguém reclamar de que ficou com o olho seco.
“Existem duas causas para olho seco. Uma delas é uma doença, e a pessoa deve fazer o teste de Schirmer para medir a quantidade de lágrimas. Se for insuficiente, não indicamos a cirurgia. Outros podem ter olho seco por conta de uma doença na pálpebra, a blefarite. Essa doença altera a composição da lágrima, mas é tranquilamente curada com pomadas e xampús”, explica Trajan.
No caso do olho seco pós-operatório, Tranjan explica que, como a curvatura da córnea é alterada, existe uma distribuição diferente das lágrimas na superfície do olho, uma situação que dura de 30 a 90 dias.
“Depois isso tudo volta ao normal, por isso receitamos colírios de lágrimas artificiais nesse período. Se o paciente trabalha sob o sol ou no ar-condicionado, a sensação de olho seco vai aparecer por um tempo maior. Nesse caso, a recomendação é evitar o sol e usar óculos de sol. No caso do ar condicionado, usar a lágrima artificial”, recomenda.
E se a miopia voltar? O oftalmologista esclarece que esse problema era mais comum nos lasers antigos, pois o tipo de aplicação não era personalizado para as características individuais de cada paciente.
“Hoje em dia é muito difícil de acontecer. Trocamos pelos lasers da nova geração há um ano e meio”.
Para fazer a cirurgia é necessário ter mais que 21 anos, ter o grau estabilizado e estar há ao menos três dias sem usar lentes de contato, pois elas alteram a curvatura da córnea e com isso impedem oftalmologista de mensurar o grau correto. Também necessário avaliar com cuidado a real necessidade de fazer a cirurgia.
“É importante analisar caso a caso. Um arquiteto, por exemplo, trabalha muito com detalhes, minúcias, e precisa ter uma visão perfeita para perto. E se a cirurgia não ficar exatamente como ele espera? Ele provavelmente ficará insatisfeito. O mais importante sempre é garantir a qualidade de visão. A conversa do médico com o paciente é muito importante”, diz.
Mudanças na PMBA...
Quinta, 11 de Julho de 2013 - 19:40
Polícia Militar da Bahia poderá ter novo comandante
Coronel Eleutério (E) poderá assumir no lugar do Coronel Castro (D)
A
Polícia Militar da Bahia (PM-BA) deverá passar por reformulações nos
próximos dias. Informações obtidas pelo Bahia Notícias dão conta de que o
comando da corporação e a chefia da Casa Militar poderão sofrer
mudanças, o que, automaticamente, poderá também haver mudar em toda a
estrutura da instituição. A reportagem tentou entrar em contato, nesta
quinta-feira (11), com a assessoria da PM-BA, mas os telefonemas não
foram atendidos. Entre as possíveis mudanças está a troca do comandante
geral da PM-BA, coronel Alfredo Castro, que assumiria a Casa Militar no
lugar do atual chefe, coronel Rivaldo Ribeiro dos Santos. Já para
comandar a instituição, o coronel Carlos Eleutério Filho, que é
atualmente o auditor chefe da PM, ocuparia o mais alto cargo da
corporação. Coronel Eleutério, de 56 anos, ingressou na PM em 1972. Ele
já comandou o Policiamento Regional da Capital e já ocupou o cargo de
Diretor do Departamento de Apoio Logístico da PM baiana.
Anistiados...
Quinta, 11 de Julho de 2013 - 13:40
Policias militares e bombeiros da Bahia e mais 17 estados serão beneficiados por lei de anistia
O
plenário do Senado aprovou na madrugada desta quinta-feira (11) o
projeto de lei que concede anistia a bombeiros e policiais militares que
fizeram greve e participaram de movimentos reivindicatórios entre 1997 e
2011. De acordo com o texto, serão beneficiados os policiais e
bombeiros dos estados de Alagoas, da Bahia, do Ceará, de Goiás, do
Maranhão, de Mato Grosso, Minas Gerais, da Paraíba, do Piauí, de
Pernambuco, do Rio de Janeiro, do Rio Grande do Norte, de Rondônia,
Roraima, Santa Catarina, Sergipe e do Tocantins, além do Distrito
Federal. Segundo informações da Agência Brasil, diversos parlamentares
destacaram a necessidade de aprovação de um projeto de lei que
regulamente definitivamente o direito de greve no serviço público. O
senador Humberto Costa (PT) chamou a atenção para o fato de policiais
trabalharem armados, o que poderia ser um risco em caso de movimentos
reivindicatórios. O projeto foi aprovado em votação simbólica e seguiu
para sanção presidencial.
quinta-feira, 4 de julho de 2013
Tragédia...
Qui
, 04/07/2013
às 16:27
Idosa morre atropelada por viatura da PM em Engomadeira
- Idosa veio a óbito às 13h
Informações iniciais da polícia davam conta que a idosa só havia sofrido escoriações leves e socorrida por uma equipe da Salvar, mas, de acordo com Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab), a mulher morreu às 13h.
Os policiais envolvidos e testemunhas vão depôr ainda esta tarde na delegacia.
Evolução na tecnologia...
Vai trocar de celular? Fique de olho no tamanho do chip
03/07/2013 11:42:54
Isso ocorre porque há atualmente três padrões de chip de operadora: Mini-SIM (mais conhecido como SIM), Micro-SIM e Nano-SIM. Na migração do chip SIM para o Micro-SIM é até possível cortar o chip e fazê-lo caber no novo aparelho, mas esse processo é perigoso e pode danificar o chip. Por isso, quem compra um celular novo com padrão de chip diferente acaba tendo que solicitar um novo chip para sua operadora.
Para antecipar esse tipo de problema é útil saber o tipo de chip usado em celulares atualmente no mercado. Abaixo, detalhamos os tipos de chip e em quais aparelhos eles estão.
Mini-SIM (mais conhecido como SIM)
É o maior chip usado atualmente e está em todos os celulares básicos (feature phones) e também na maioria dos smartphones. O chip SIM está ainda em todos os celulares com dois ou mais chips.
Entre os smartphones que usam chips SIM estão:
- iPhone 3G, 3GS
- Todos da linha LG Optimus L e L II, Optimus 4X HD
- Xperia E Dual, Xperia Go
- Galaxy Note, Gran Duos, S, S II, S III Mini, Ace, Ace 2, Y, Pocket Plus, Ch@t, Beam
- Motorola Razr D1, D3, Defy, Defy Mini, Milestone 3
- Todos da linha Nokia Asha
- Todos da linha Positivo Ypy
Micro-SIM
O Micro-SIM é o chip de tamanho intermediário. O iPhone 4 foi o primeiro aparelho a usar esse chip, que vem se tornando mais comum em smartphones intermediários e avançados. Entre os aparelhos que usam o chip Micro-SIM estão:
- iPhone 4 e 4S
- Todos da linha Nokia Lumia
- Galaxy Note II, S III, S4, Ativ S, Express
- Razr, Razr HD, Razr Maxx, Razr i
- LG Optimus G, Optimus Vu, Nexus 4
- Sony Xperia P, Xperia L, Xperia ZQ
NanoSIM
É o menor chip atualmente no mercado. Até o momento, o iPhone 5 é o único aparelho que usa o chip Nano-SIM.
Abordagem policial...
Quinta, 04 de Julho de 2013 - 00:00
'Abordagem da PM a pessoas em carros e ônibus é contrária ao processo penal'
Saúde na Bahia, padrão FIFA...
Cem cidades da Bahia têm menos de um médico para 5 mil pessoas
No estado, os profissionais se concentram em Salvador e Região Metropolitana. Pior para a população do interior
04.07.2013 - 07:49
A criança está com 40 graus de febre. A mãe está desesperada, mas a cidade não tem médico. Para onde vão? Essa cena é comum para a vendedora Juliana Santos, 30 anos, que trabalha em uma farmácia em Cristópolis, Oeste baiano.
“A gente vê o desespero da família quando uma criança está tendo convulsão, ou do filho que vê o pai sentindo dor”, conta Juliana. Cristópolis é uma das nove cidades da Bahia onde não há médicos, segundo o Cadastro Nacional dos Estabelecimentos Médicos (Cnes).
Até o final de maio, 100 municípios do estado tinham um índice de até 0,2 médico para cada mil pessoas (ou 1 para cada 5 mil). Este é o mesmo índice do Afeganistão.
O país do Oriente Médio está em guerra há 12 anos e tem um Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de 0,398, ocupando o 172º lugar no ranking do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud). Já o Brasil, o 84º lugar, tem IDH de 0,718.
Sem guerra, mas vulneráveis, os 13.280 moradores de Cristópolis apelam para o que têm: vale procurar até os funcionários da farmácia. “Se for febre, a gente vê o peso e dá as gotas de dipirona (sódica). A gente ajuda como pode, para não colocar em risco a vida da pessoa”, explicou Juliana.
Mas se a ajuda e a experiência não forem suficientes é preciso encarar uma viagem de quase uma hora até Barreiras. O CORREIO procurou a Secretaria da Saúde de Cristópolis, mas ninguém atendeu as ligações.
Desequilíbrio
Enquanto cidades como Cristópolis não têm nenhum, Salvador e Região Metropolitana contam com 1,3 médico para cada mil habitantes - ou 1 para 750 pessoas. Na Bahia, a taxa é de 1,09 médicos por mil pessoas, inferior ao índice nacional: 1,8, de acordo com o Ministério da Saúde (MS).
E mesmo o quadro nacional é considerado insuficiente, segundo o secretário estadual de Saúde, Jorge Solla. “O déficit é geral, porque aumentaram os postos de trabalho. Só na Bahia, temos 2.750 equipes do Programa Saúde da Família (PSF), por exemplo”.
A meta da presidente Dilma Rousseff é atingir 2,7 médicos para cada mil habitantes, como no Reino Unido, que tem um sistema de assistência parecido com o brasileiro. Mas, para isso, seriam necessários 168.424 novos médicos.
O plano da União para diminuir a desigualdade na distribuição é contratar médicos estrangeiros que atendam exclusivamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
A ideia é que sejam trazidos profissionais de países como Portugal e Espanha, para trabalhar em áreas onde faltam médicos. No entanto, ainda não há previsão para a chegada dos médicos, nem por quanto tempo ficariam no país, segundo a assessoria do Ministério da Saúde.
A estratégia do governo para que os estrangeiros não abandonem os postos de trabalho é que eles não terão seus diplomas revalidados, como ocorre, por exemplo, com brasileiros que cursam Medicina no exterior. Do contrário, poderiam deixar a área para a qual foram direcionados e trabalhar em qualquer lugar.
Segundo o secretário Jorge Solla, novas vagas nas graduações têm sido criadas para suprir a demanda, bem como nas residências médicas. “A Bahia tem mais de mil vagas em residências médicas. Isso supera o número de egressos dos cursos de Medicina”, diz.
Ainda assim, ele avalia que os estrangeiros são necessários. “É uma medida emergencial, para os postos que os brasileiros não quiserem. Isso vai trazer assistência para uma população excluída”.
O professor de Medicina da Ufba e presidente da Associação Baiana de Medicina de Família e Comunidade, Leandro Barreto, acredita que a proposta vai ajudar na distribuição dos médicos. “Sou a favor, enquanto provisório. Precisamos de mais médicos, mas se esperarmos por novos médicos brasileiros demoraremos 20 anos para chegar ao nível de países como o Reino Unido”.
Segundo o Ministério da Saúde, na Inglaterra, 37% dos médicos se formaram em outros países. No Brasil, apenas 1,79% dos profissionais fizeram a graduação fora.
Crítica
O também professor de Medicina da Ufba José Tavares-Neto alerta para os riscos da iniciativa. “Já coordenei um projeto com médicos cubanos no Acre e classifico como desastroso”.
Segundo ele, os médicos tiveram dificuldade com a adaptação. “Temos jovens que querem investir no trabalho, mas o governo quer resolver contratando gente de fora, que não sabe a língua”.
Também contrário à medida, o presidente do Cremeb, José Abelardo de Meneses, afirma que o programa pode dificultar a assistência no interior. “Não somos contra a vinda de estrangeiros, mas contra profissionais sem revalidação do diploma. Nós estamos preocupados com a qualidade”.
Um caminho a ser tomado, para Meneses, seria a implantação de políticas
de atração e fixação dos médicos no interior, passando pelo investimento em equipamentos. “Hoje, não dá para fazer medicina com estetoscópio e termômetro”, concluiu.
Mesmo com altos salários, cidades ficam sem médicos
Para atrair médicos para o interior, muitos municípios oferecem altos salários, além de convênios com o Ministério da Saúde (MS). Em 2011, o governo federal lançou o Programa de Valorização dos Profissionais na Atenção Básica (Provab), que estimula a ida de profissionais para locais onde há carência de médicos. Com o Provab, o médico tem 12 meses para fazer um curso de pós-graduação prático-teórico em saúde da família, com uma bolsa de R$ 8 mil por mês.
No entanto, segundo o MS, quase 80% das 1.942 vagas para médicos solicitadas pelas cidades baianas entre janeiro e maio deste ano não foram ocupadas. Em Mirante, no Sudoeste do estado, o secretário de Saúde, Wagner Ramos, conta que, das quatro vagas solicitadas, só uma foi preenchida.
Além disso, o município está com uma vaga para médico do Programa de Saúde da Família (PSF) aberta há dois meses com um salário de R$ 13.200. “E esse valor é apenas para 32 horas por semana, porque não temos conseguido ninguém que fique 40 horas. A maioria dos médicos não quer se fixar em uma única cidade, mesmo pagando bem e sem atraso”, conta Ramos.
Alguns municípios chegam a oferecer salários de até R$ 20 mil reais, segundo o presidente do Conselho Regional de Medicina, José Abelardo de Meneses. “O problema é que, por trás disso, muitas vezes existe uma realidade que a população desconhece. Os prefeitos não cumprem, não assinam contrato”, diz.
Mais de 600 profissionais com registro na Bahia se graduaram fora
Atualmente, 622 médicos que se formaram fora do Brasil e revalidaram seus diplomas estão inscritos no Conselho Regional de Medicina da Bahia (Cremeb). Esse número, porém, não inclui apenas estrangeiros. Há também brasileiros que fizeram a graduação no exterior. Um dos que fazem parte do grupo de estrangeiros é o diretor administrativo da Associação Bahiana de Medicina e Comunidade, Walberto Herrera, 58 anos.
Colombiano, Herrera chegou ao Brasil em 2001, para participar de um projeto filantrópico. “No início, não tinha intenção de ficar aqui, mas fui me empolgando e aprendendo outras coisas”, contou. Ele diz que não teve grandes problemas de adaptação, apesar de nem saber falar português quando chegou. “Nós trabalhamos com comunidades de baixa renda e acho que isso ajuda na adaptação”, diz Herrera, que também é professor do curso de Medicina da FTC.
terça-feira, 2 de julho de 2013
Tropa de choque, PMBA...
Terça, 02 de Julho de 2013 - 10:51
'Palhaçaria de Choque' critica de forma lúdica violência policial em manifestações
Vestidos de palhaço, manifestantes parodiaram os excessos da Polícia Militar nos movimentos de rua de Salvador (que resultaram na prisão do repórter Francis Juliano do Bahia Notícias),
no cortejo do 2 de Julho, nesta terça-feira. A autointitulada
"Palhaçaria de Choque" distribuiu balas 7 Belo como representação das
balas de borracha; bexigas em vez de bombas de gás lacrimogênio e de
efeito moral; e borrifadores de água no lugar dos sprays de pimenta.
"Tentamos mostrar de forma lúdica à população que autoridade e violência
não levam ninguém a nada", afirmou o ator e jornalista Gabriel Camões,
ao Bahia Notícias.
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