segunda-feira, 19 de dezembro de 2016
Poder paralelo...
Dom
, 18/12/2016
às 15:57
Líder da Katiara em Feira ordena mortes de dentro de presídio de segurança máxima
Mamai teria ordenado os homicídios em represália à morte de um comparsa dele. Ele também determinou o ataque a uma mulher, que teve o cabelo raspado e foi ameaçada de morte. A agressão foi gravada e divulgada nas redes sociais.
Apesar do regime de segurança máxima, onde os presos ficam sozinhos nas celas, Mamai continuou comandando o tráfico de drogas em Feira de Santana. "Ele é o homem de Roceirinho (o traficante Adilson Souza Lima, apontado com líder da Katiara na Bahia) em Feira de Santana e comanda todo o tráfico de drogas na cidade", explicou o delegado. Não há informações de como Mamai consegue comandar a organização criminosa de dentro do presídio. O fato é investigado pela polícia.
Neste último ano, ele foi flagrado duas vezes com entorpecentes dentro do presídio de Serrinha, o único de segurança máxima na Bahia. Mamai ainda é acusado de ter ameaçado de morte funcionários do conjunto penal.
Após descobrir os fatos, o delegado solicitou a permanência do detento no Regime Disciplinar Diferenciado (RDD), o que foi aprovado e ele continuará detido no presídio de Serrinha por mais 360 dias.
Essa não é a primeira passagem dele pela unidade de segurança máxima. Segundo o delegado, ele já esteve outras vezes no presídio depois de ser transferido de Feira de Santana. Em 2011, ele foi alvo de uma operação policial por comandar o tráfico e ordenar diversos homicídios de dentro do Conjunto Penal de Feira.
"Na época, ele foi transferido para Serrinha, mas conseguiu voltar para Feira. Só que a Seap (Secretaria de Estado de Administração Penitenciária) pediu o retorno dele para Serrinha. Agora ele já tinha completado o tempo dele no Regime Disciplinar Diferenciado, mas com esses fatos novos, ele vai continuar no presídio", explica o delegado.
quinta-feira, 27 de agosto de 2015
Estatuto do crime na Bahia...
Com drogas vindas do exterior, fornecedor da facção Katiara é o mesmo do PCC
PF prende mulher de Roceirinho em Nazaré
27/08/2015 06:02:00
A ligação entre a facção Katiara e o PCC
(Primeiro Comando da Capital) vai além de a quadrilha comandada por
Roceirinho inspirar-se na facção paulista para criar o seu código de
conduta, batizado de Estatuto da Katiara. As duas organizações
criminosas têm o mesmo fornecedor de drogas, conhecido como Alemão,
responsável pela negociação direta com traficantes do Mato Grosso do Sul
e Paraná, estados que fazem fronteira com o Paraguai e Bolívia,
produtores de maconha e cocaína, respectivamente.
A informação é da Polícia Federal, que na terça-feira cumpriu dez mandados de prisão preventiva por tráfico de drogas e associação por tráfico em Salvador, Serrinha, Nazaré, Feira de Santana e Mirandópolis (SP).
Entre os mandados cumpridos, um deles foi contra o líder da Katiara, o traficante Roceirinho, que está custodiado no Presídio de Serrinha. “Quando ainda estava no Complexo da Mata Escura, ele dava as ordens tranquilamente através do uso de celulares. Com a autorização da Justiça, interceptamos as ligações e constatamos várias conversas com Alemão”, explicou ontem o delegado Leonardo Almeida Rodrigues, da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) da PF.
A informação é da Polícia Federal, que na terça-feira cumpriu dez mandados de prisão preventiva por tráfico de drogas e associação por tráfico em Salvador, Serrinha, Nazaré, Feira de Santana e Mirandópolis (SP).
Entre os mandados cumpridos, um deles foi contra o líder da Katiara, o traficante Roceirinho, que está custodiado no Presídio de Serrinha. “Quando ainda estava no Complexo da Mata Escura, ele dava as ordens tranquilamente através do uso de celulares. Com a autorização da Justiça, interceptamos as ligações e constatamos várias conversas com Alemão”, explicou ontem o delegado Leonardo Almeida Rodrigues, da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) da PF.
Roceirinho (à esquerda) está desde 2012 em presídio federal no Mato Grosso do Sul
(Foto: Divulgação/Polícia Civil) |
“Em
sua defesa, Roceirinho disse que deixou o tráfico em 2013 e que pessoas
usam o nome dele para se promover e que veio para Salvador trabalhar
como açougueiro em Valéria, onde vivem seus pais”, disse o delegado, que
interrogou o líder da Katiara dentro do presídio de Serrinha.Também foi
presa na operação a mulher de Roceirinho, Ana Carla Ferreira, 26 anos,
que estava em prisão domiciliar em Nazaré, no Recôncavo. Alemão, que já
cumpria pena em presídio em Mirandópolis (SP), responderá, agora, por
mais um processo por tráfico de drogas.
Os mandados foram cumpridos também em Salvador -
cinco no total, dos quais três foram no Complexo Penitenciário da Mata
Escura, um no Barbalho e outro em Itapuã. Os policiais federais
estiveram também em Feira de Santana, onde duas pessoas foram
capturadas. “Só teve mandado de prisão de gerente para cima, pessoas de
confiança, que viajam para finalizar a compra das drogas”, declarou o
delegado Leonardo Almeida.
Logística
No caso específico da Katiara, o delegado Leonardo disse que uma pessoa de confiança de Roceirinho viajava a São Paulo exclusivamente para pagar integralmente Alemão, em local não informado pela PF. De posse do dinheiro, Alemão encomendava a carga a traficantes do Mato Grosso Sul e Paraná, que, por sua vez, faziam a compra com organizações do narcotráfico do Paraguai e da Bolívia.
“Alemão é o cara que comprava a droga que vinha das fronteiras e revendia para Katiara, PCC e outras facções do país”, explicou o delegado.
Ainda segundo a Polícia Federal, a carga chega à Bahia em carros e vai direto para as cidades de São Sebastião do Passé e Alagoinhas, onde ficam armazenadas em fazendas e sítios. Depois de um período, a carga é transportada para os bairros de Valéria e Palestina, onde, segundo o delegado, ficam os centros de distribuição da quadrilha em Salvador e no Recôncavo.
No caso específico da Katiara, o delegado Leonardo disse que uma pessoa de confiança de Roceirinho viajava a São Paulo exclusivamente para pagar integralmente Alemão, em local não informado pela PF. De posse do dinheiro, Alemão encomendava a carga a traficantes do Mato Grosso Sul e Paraná, que, por sua vez, faziam a compra com organizações do narcotráfico do Paraguai e da Bolívia.
“Alemão é o cara que comprava a droga que vinha das fronteiras e revendia para Katiara, PCC e outras facções do país”, explicou o delegado.
Ainda segundo a Polícia Federal, a carga chega à Bahia em carros e vai direto para as cidades de São Sebastião do Passé e Alagoinhas, onde ficam armazenadas em fazendas e sítios. Depois de um período, a carga é transportada para os bairros de Valéria e Palestina, onde, segundo o delegado, ficam os centros de distribuição da quadrilha em Salvador e no Recôncavo.
Estatuto
A Polícia Federal começou a investigar a Katiara em 2013 com a Operação Tríade.
Entre 2013 e 2014, a PF aprendeu da facção 2,5 toneladas de maconha e 513 kg de cocaína, um montante estimado em R$ 52 milhões. “Acredito que foi um golpe duro na organização criminosa”, declarou o delegado Leonardo Almeida Rodrigues, da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) da PF.
Para o delegado Leonardo Almeida Rodrigues, a Katiara está longe de ser uma simples quadrilha de traficantes, mas sim “uma cópia quase do PCC. Uma prova disso é o Estatuto da Katiara, divulgado pela imprensa”, disse o delegado, referindo-se à matéria do CORREIO, que, no dia 2 de agosto divulgou com exclusividade o documento da facção, inspirado nos moldes do PCC (veja alguns trechos do documento abaixo)
“É um grupo muito bem organizado. Tem seus chefes, pessoas mais próximas ao líder da facção que pede conselhos de como agir, que administram os negócios. Tem os gerentes, pessoas que distribuem as drogas para ele (Roceirinho). São esses que viajam para finalizar o acerto com Alemão e contratam alguém para trazer a carga de lá para a Bahia. Além disso, tem os soldados, moradores dos bairros que fazem a segurança das bocas”, emendou o delegado.
Hierarquia familiar
Segundo o delegado, no topo da pirâmide está Roceirinho. Depois dele, um irmão, Fernando de Jesus Lima, o Ojuara. “Tem muita gente da família envolvida. O irmão dele é o segundo no comando, que controlava todas as ações em Salvador”, disse. Na mesma função de Ojurara, Alan Santos Fonseca, o Junior Pial, ou JP, respondia pelas bocas de fumo de Nazaré e o restante do Recôncavo.
Os dois foram presos em dezembro do ano passado, quando foram flagrados a bordo de um veículo, na região do Retiro, com uma pistola Glock automática, de calibre ponto 40, com dois carregadores municiados. Na época, a polícia apurou que “JP” e “Ojuara” ordenaram os ataques aos ônibus em Valéria, ainda em dezembro, depois que um comparsa traficante teria sido morto numa troca de tiros com policiais militares.
A Polícia Federal começou a investigar a Katiara em 2013 com a Operação Tríade.
Entre 2013 e 2014, a PF aprendeu da facção 2,5 toneladas de maconha e 513 kg de cocaína, um montante estimado em R$ 52 milhões. “Acredito que foi um golpe duro na organização criminosa”, declarou o delegado Leonardo Almeida Rodrigues, da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) da PF.
Para o delegado Leonardo Almeida Rodrigues, a Katiara está longe de ser uma simples quadrilha de traficantes, mas sim “uma cópia quase do PCC. Uma prova disso é o Estatuto da Katiara, divulgado pela imprensa”, disse o delegado, referindo-se à matéria do CORREIO, que, no dia 2 de agosto divulgou com exclusividade o documento da facção, inspirado nos moldes do PCC (veja alguns trechos do documento abaixo)
“É um grupo muito bem organizado. Tem seus chefes, pessoas mais próximas ao líder da facção que pede conselhos de como agir, que administram os negócios. Tem os gerentes, pessoas que distribuem as drogas para ele (Roceirinho). São esses que viajam para finalizar o acerto com Alemão e contratam alguém para trazer a carga de lá para a Bahia. Além disso, tem os soldados, moradores dos bairros que fazem a segurança das bocas”, emendou o delegado.
Hierarquia familiar
Segundo o delegado, no topo da pirâmide está Roceirinho. Depois dele, um irmão, Fernando de Jesus Lima, o Ojuara. “Tem muita gente da família envolvida. O irmão dele é o segundo no comando, que controlava todas as ações em Salvador”, disse. Na mesma função de Ojurara, Alan Santos Fonseca, o Junior Pial, ou JP, respondia pelas bocas de fumo de Nazaré e o restante do Recôncavo.
Os dois foram presos em dezembro do ano passado, quando foram flagrados a bordo de um veículo, na região do Retiro, com uma pistola Glock automática, de calibre ponto 40, com dois carregadores municiados. Na época, a polícia apurou que “JP” e “Ojuara” ordenaram os ataques aos ônibus em Valéria, ainda em dezembro, depois que um comparsa traficante teria sido morto numa troca de tiros com policiais militares.
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CORREIO denunciou práticas de tortura no mangue
No último dia 23, o CORREIO mostrou que, em Nazaré, a Katiara usa métodos de tortura que incluem deixar rivais e devedores amarrados no mangue, feridos, sem comer, expostos a insetos e caranguejos.
No último dia 23, o CORREIO mostrou que, em Nazaré, a Katiara usa métodos de tortura que incluem deixar rivais e devedores amarrados no mangue, feridos, sem comer, expostos a insetos e caranguejos.
O delegado Leonardo Almeida disse que, durante as
investigações da Polícia Federal, também obteve relatos sobre as
práticas. “A organização criminosa tentava manter a hegemonia no local e
tivemos vários informes que houve torturas de inimigos e muitas
mortes”, disse.
O mangue funcionava como um tribunal do júri.
Moradores relataram que, à noite, ouvem, vindos do mangue, gritos e
gemidos de vítimas da facção sendo espancadas. Depois, elas são deixadas
amarradas, por dias, com os ferimentos expostos a insetos e
caranguejos. Para a foz do Rio Jaguaripe, entre os bairros Apaga Fogo e
Muritiba, são levados devedores e quem desobedece as regras da facção.
Aqueles que devem muito não têm segunda chance e são mortos de
imediato.
Depois de julgadas por uma comissão, formada pelo
gerente da boca e comparsas, as vítimas são agredidas e amarradas. No
caso de dívida de droga, aguarda-se o pagamento do montante devido pela
família. A intenção dos bandidos é fazer com que os parentes quitem as
dívidas, mas a maioria acaba morrendo e os corpos são despejados no
mangue. A outra forma de tortura é arrastar as vítimas na rua e,
depois, jogar os corpos nas casas das famílias.
Comandante da 3ª Companhia Independente da Polícia
Militar (CIPM/Nazaré), o capitão Maurício Costa contou que integrantes
da própria Katiara já foram amarrados no mangue. “O chefe deles mandou
amarrá-los como castigo. Já encontramos um tronco com corda”, disse à
reportagem.
Na semana passada, uma operação das polícias Civil e Militar efetuou dez prisões na região.
Na semana passada, uma operação das polícias Civil e Militar efetuou dez prisões na região.
TRECHOS DO ESTATUTO (ERROS DE PORTUGUÊS MANTIDOS)
INTRODUÇÃO
“A todos os irmãos que foi fundado O Primeiro Comando do Recôncavo de Nazaré das Farinhas, que sua hierarquia é chamada Katiara, que foi fundada no dia 16/10/2013. (...) Era o momento certo, de fundar a facção Katiara em prol de trazer uma nova imagem com transparência e verdade para fortalecer o crime no estado da Bahia”
CONFLITOS E ALIANÇAS
“Deixando para todos os irmãos da Katiara e todos os criminosos cientes (...) que o nosso objetivo é fortalecer todos os criminosos sem exceção, independentemente de ser nossos irmãos e nossos amigos, estamos juntos para fazer o certo respeitando sempre os espaços de todos, para todos respeitar nosso espaço”
SELEÇÃO DE MEMBROS
“Não aceitamos em nossa facção caguetes (delatores), homossexual, estupradores, pedófilos e talaricos e usuários de crack e outras coisas que fere a ética do crime”
CAIXINHA
“Todos os integrantes que são da facção, terá obrigações de informar o nome da favela da cidade onde mora e de quantos irmãos faz parte da quebrada para poder usufruir dos benefícios que será fortalecidos, passar o nome de todos os irmãos e companheiro leal para que possam ter (...) suas matrículas de batismo, para passar para o responsável do gravata, para que estes benefícios sejam realizados. Todos os integrantes que estiverem na rua é obrigado pagar caixinha no valor de R$ 100 mensais todo dia 15 de cada mês”
terça-feira, 25 de agosto de 2015
Cangaço Baiano...
Bandidos explodem banco e atiram contra casas e viatura da PM em Macururé
Na madrugada desta terça-feira (25), bandidos fortemente armados invadiram a cidade de Macururé, a 426 km de Salvador.
De acordo com informações da polícia, o grupo formado por mais de 20 homens explodiram uma agência do Bradesco no município.
Após saquearem o dinheiro, os criminosos ainda atiraram contra casas e
uma unidade dos Correios. Ninguém foi preso. A polícia faz buscas pela
região.
sábado, 15 de agosto de 2015
Bandido bom, é bandido morto...
"Que prendesse. Pra que tirar a vida?", reclama moradora após morte de assaltantes em ônibus
Dupla foi morta por passageiro durante assalto na av. Paralela. Somente em Salvador foram 1.309 assaltos desde o início do ano
15/08/2015 13:59:46
É como se os papéis tivessem se invertido: o
assaltante chega de arma em punho, anuncia o assalto, leva os pertences
das vítimas. A maioria entrega tudo, ainda temerosa de que o bandido
atire a qualquer momento. De repente, são ouvidos disparos, mas quem cai
baleado é o assaltante.
Nos últimos quatro dias, cenas como essa, que ilustram reações a assaltos, se repetiram três vezes em Salvador. O caso mais recente foi na sexta-feira (14), por volta das 8h30, na Avenida Paralela.
Peritos
e agentes da Polícia Civil trabalham na remoção de corpo de assaltante.
Comparsa caiu morto nas escadas do coletivo. Passageiros recuperaram
pertences. Atirador fugiu (Foto: Marina Silva)
|
Demerson
Santos Silva e o comparsa dele, identificado como Paulo Henrique, foram
mortos por um passageiro após saquearem um ônibus da BTU, que faz a
linha entre a localidade de Arembepe, em Camaçari, e o Terminal da
França.
Segundo informações da Operação Gêmeos da Polícia
Militar, os ladrões entraram no coletivo se passando por passageiros e
anunciaram o assalto logo após o ônibus sair da Estação Mussurunga com
cerca de 40 pessoas em direção à Rodoviária.
Na ação, Demerson ameaçou os passageiros com uma
pistola, enquanto o comparsa dele, Paulo Henrique, fez a coleta de
celulares, carteiras e outros objetos de valor. Quando a dupla terminou o
saque, o motorista foi obrigado a parar o coletivo próximo a uma
passarela, na altura do Bairro da Paz.
Um passageiro, ainda não identificado, reagiu e
atirou contra os dois, que morreram no local. Os tiros provocaram
pânico, mas nenhuma testemunha ficou ferida na ação. De acordo com a
polícia, Paulo Henrique morreu ainda dentro do ônibus.
Viaturas da Operação Gêmeos, da Polícia Militar, isolam área próxima a ônibus onde bandidos foram mortos
(Foto: Marina Silva) |
Ele
tinha 12 marcas de perfurações em várias partes do corpo. Já Demerson
foi atingido por seis tiros quando estava na escada de saída do
coletivo. Ele caiu morto já na pista. Ambos faleceram antes de receberem
socorro médico.
Atirador
Uma equipe da Operação Gêmeos, comandada pelo
tenente Fabrício Carlos, esteve no local, mas não localizou o atirador.
Segundo o delegado Alberto Schramm, do Departamento de Homicídios e
Proteção à Pessoa (DHPP), depois dos tiros, os passageiros pegaram seus
pertences e saíram do coletivo.
Alguns chegaram a passar por cima dos corpos. A
polícia ainda não tem pistas de quem seria o passageiro que reagiu ao
assalto. “Foi alguém que presenciou o fato e tentou defender a
sociedade”, disse Schramm.
Moradores
Segundo o perito Marcos Mouzinho, do Departamento de
Polícia Técnica (DPT), Paulo Henrique e Demerson usavam duas bermudas,
uma por cima da outra. “Isso é comum. Eles fazem isso para quando
deixarem a cena do crime dispensarem uma das peças e não serem
identificados”, aponta.
Ao saber das mortes, alguns moradores da região se
revoltaram. Segundo a polícia, os assaltantes moravam no Bairro da Paz. A
população ameaçou fazer um protesto. “Pra que atirar neles? Eles entram
na casa dos outros e quebram tudo”, disse um dos moradores, apontando
para os policiais.
Mulher é amparada por policial civil, enquanto reconhece corpos(Foto: Marina Silva)
|
“Se
ele foi roubar, que prendesse ele. Pra que tirar a vida dos meninos?”,
reclamou outra moradora. Após o crime, o ônibus foi isolado para o
trabalho de perícia pelo DPT. Os corpos foram encaminhados para o
Instituto Médico Legal Nina Rodrigues.
O caso será investigado pelo Departamento de
Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), mas ainda não tinha sido
distribuído até o final da tarde de ontem.
ASSALTOS A ÔNIBUS COM REAÇÕES
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12/11/2014
- O policial militar Claudemir Lima de Almeida, 38 anos, reagiu a um
assalto dentro de um ônibus em Pernambués e matou o assaltante Josemário
Santos Nascimento. Houve troca de tiros quando o coletivo passava
próximo à Madeireira Brotas. O assaltante ainda conseguiu acertar a
cabeça do policial, de raspão. No tiroteio, o motorista do ônibus foi
atingido nas costas, um passageiro no antebraço e outro na mão direita.
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11/12/2014
- O policial militar Diogo Santos Freire, 29 anos, morreu ao reagir a
um assalto a ônibus no Vale de Nazaré. Ele não estava em serviço no
momento. Quando revidou, um dos assaltantes atirou e fugiu em seguida.
No mesmo dia, a PM abordou dois suspeitos no Pau da Lima. Um deles
reagiu e foi morto. O outro confessou participação no assalto, mas negou
ter atirado no policial.
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22/1/2015
- Um passageiro reagiu a um assalto dentro de um ônibus que fazia a
linha Estação Mussurunga/Barra 1 e matou um dos assaltantes. De acordo
com a polícia, dois homens entraram no coletivo assim que ele saiu do
transbordo e anunciaram o assalto quando passava na altura do Wet’n
Wild, no sentido Rodoviária. O outro assaltante acabou fugindo sem
conseguir levar nenhum dos pertences dos passageiros.
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28/5/2015
- Um passageiro atirou contra assaltantes dentro de um ônibus que
fazia a linha Ribeira/Vale dos Lagos. Um dos assaltantes morreu. O caso
aconteceu na Paralela, no início da manhã. Quando o trio descia do
coletivo após o saque, um passageiro reagiu e conseguiu atingir os
três. Um deles morreu ainda nos degraus do ônibus. Os outros dois
fugiram por um matagal, mas foram presos.
|
Estatística
Somente este ano, até 30 de junho, a Secretaria da
Segurança Pública (SSP-BA) registrou 107 roubos a coletivos na Área
Integrada de Segurança Pública (Aisp 12/Itapuã). É a quarta área com o
maior número de assaltos a coletivos, ficando atrás apenas das Aisps de
Tancredo Neves (283), São Caetano (160) e Periperi (141).
Ao todo, são 16 áreas integradas. Somente na
capital, foram 1.309 assaltos. O diretor de Imprensa do Sindicato dos
Rodoviários da Bahia, Daniel Mota, queixou-se da exposição dos
profissionais nessas situações. Diretores passavam pelo local quando
notaram o tumulto.
“A gente encontrou a equipe de trabalhadores em
pânico, principalmente o cobrador. Era visível a cara de apavorado,
querendo sair dali a todo custo”, relatou.
Temor
Segundo Mota, o número de assaltos e os casos de
violência têm deixado a categoria em alerta. “O pânico é grande e isso
nos preocupa muito. Acendeu o farol amarelo. Só o estampido de uma arma
dessa é muito apavorante num espaço tão minúsculo”, comentou.
Ele também pediu que as imagens de câmeras de
segurança sejam usadas para ajudar nas prisões. O diretor de Relações
Sindicais do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de
Salvador (Setps), Jorge Castro, disse que sempre disponibiliza as
imagens de câmeras quando solicitadas pela polícia.
Reações na Boca do Rio e Piatã deixaram um morto e dois feridos | Thiago Freire
Além da reação ao assalto na Avenida Paralela,
outros dois casos do tipo terminaram com pessoas baleadas e atiradores
sem identificação, em Piatã e na Boca do Rio, esta semana. No primeiro
caso, uma dupla de assaltantes foi surpreendida e baleada em um
restaurante.
No segundo, a polícia trabalha com duas versões. Em
uma delas, a vítima de um assalto teria reagido - uma transeunte foi
atingida por uma bala perdida. Anteontem, Gabriel Amarilton Bento Costa,
17 anos, e Gessé de Souza Oliveira, 19, sofreram disparos de arma de
fogo após assaltar cerca de 30 pessoas em uma churrascaria em Piatã.
Os dois foram socorridos pela Polícia Militar, mas
Gabriel morreu a caminho do Hospital Geral Menandro Faria. Gessé
continua internado no local. Segundo o delegado ACM Santos, titular da
12ª Delegacia (Itapuã), Gessé portava um revólver calibre 38.
Gabriel vestia a farda de uma escola estadual, mas,
segundo a Secretaria da Educação (SEC), ele não estava matriculado na
rede. Na Boca do Rio, Adilson Ferreira Santos, 18, e um adolescente de
16 assaltaram um transeunte na Rua Hélio Machado, na manhã de
terça-feira.
Houve tiroteio e a professora Rosilene Carvalho dos
Santos, 41, foi vítima de bala perdida. Ela foi liberada do Hospital
Geral do Estado na tarde do mesmo dia. A polícia ainda investiga o
ocorrido. Uma possibilidade é que um dos assaltantes tenha atirado.
Testemunhas contaram que a vítima do assalto foi
quem atirou. A delegada Rogéria Araújo, da 9ª Delegacia (Boca do Rio),
investiga o caso e admite as duas possibilidades.
Além de Adilson e o adolescente, Marcelo Soares
Albuquerque Filho, 21, também foi preso. Segundo a polícia, foi Marcelo
que disponibilizou as armas encontradas com os assaltantes, um revólver
38 e outro calibre 32, além de seis munições. Ele responderá por
corrupção de menores.
Detector de metais inibe assaltos em vans entre Feira e S. Estêvão
Depois de 29 assaltos em seis meses, os motoristas
de vans que fazem o transporte entre Santo Estêvão e Feira de Santana,
no Centro Norte do estado, decidiram buscar uma solução. Em julho do ano
passado, implantaram detectores de metais e câmeras de segurança nos
terminais de subida de passageiros e tiveram êxito.
Segundo Edmundo Gomes, presidente da Associação dos
Condutores de Veículos Rodoviários de Santo Estêvão (Ascaverse), a
decisão veio depois de muitos apelos ao poder público, que não
solucionou o problema. “A gente dava queixa na delegacia, polícia
rodoviária, fizemos audiência pública. Ninguém fazia o que deveria
fazer”, lamenta.
Os assaltantes costumavam entrar nas vans como
passageiros. Após passarem do posto da Polícia Rodoviária Estadual,
anunciavam o assalto. A estrutura, presente nos dois municípios,
consiste de um portal detector de metais com grades em volta.
“Vi um (portal) no aeroporto e tentei fazer
parecido”, conta. Os portais custam R$ 800 por mês para a
associação. Após a implantação, apenas um assalto foi registrado, em
junho. “Ele passou por baixo das correntes, mas colocaremos grades”,
avisa Edmundo. Segundo o presidente da Ascaverse, 46 vans fazem o
percurso de 37 km, transportando cerca de 600 pessoas por dia.
Cangaço Baiano em pleno século 21...
Quadrilha cerca delegacia, faz moradores reféns e explode agência na Bahia
O grupo metralhou a fachada da delegacia, uma viatura da Civil e ainda fez dois moradores reféns
15/08/2015 12:54:09
Os moradores da
cidade de Olindina, na microrregião de Ribeira do Pombal, viveram
momentos de terror e pânico na madrugada deste sábado (15). Uma
quadrilha fortemente armada invadiu a cidade, cercou as casas de
policiais locais, a delegacia de Polícia Civil e a sede da Polícia
Militar na área.
O grupo explodiu os caixas eletrônicos de uma
agência do Banco do Brasil, fez dois moradores reféns, metralhou a
fachada da delegacia e uma viatura da Civil que estava no local. A ação,
que durou cerca de 30 minutos, começou por volta das 2h de hoje.
Quadrilha cerca delegacia, faz moradores reféns e explode agência na Bahia
(Foto: Bahianamidia.com) |
Pelo
menos 12 homens montaram guarda na frente da agência e da unidade
policial - ambas situadas no Centro de Olindina. Outros ficaram cercando
a sede da 6ª CIPM e as casas de policiais moradores da região, afirmou
um investigador da Polícia Civil ao CORREIO.
O policial, que preferiu não se identificar, era a
única pessoa dentro da unidade quando o terror começou. "Eles já
chegaram gritando, xingando e atirando pra cima e na fachada daqui, para
ninguém sair. Nesse momento eu já sabia que eles iam assaltar o banco",
relatou.
A outra agência na cidade, do Bradesco, não foi alvo
dos criminosos. "Ela até fica perto, mas tem pouco movimento", comentou
o investigador. O grupo estava fortemente armado, portando pistolas e
fuzis, usando coletes à prova de balas e usando máscaras.
O grupo metralhou a fachada da delegacia, uma viatura da Civil e ainda fez dois moradores reféns(Foto: Bahianamidia.com)
|
Dois
rapazes que voltavam para casa de um festa de aniversário de um amigo,
em uma motocicleta, foram interceptados pela quadrilha ao passar pelo
local. "Eles foram mantidos reféns sob a mira de um fuzil enquanto durou
toda a ação", informou o policial civil, ainda em entrevista ao
CORREIO.
"Os bandidos foram embora e deixaram os rapazes no
local. Mas antes disso, eles também ficaram atirando para cima enquanto
estavam no banco", relembrou. A ação assustou os moradores da cidade,
que acordaram com o barulho dos tiros e da gritaria.
Agência ficou destruída. Quadrilha também cercou as casas de policiais que moram na cidade (Foto: Bahianamidia.com)
|
A
agência foi destruída com o impacto da explosão. Os integrantes do
grupo fugiram em carros e motos na direção das cidades de Inhambupe e
Alagoinhas. Testemunhas relatam que a quadrilha ainda deixou a cidade
atirando. Ninguém ficou ferido.
A quantia roubada durante a ação ainda não foi
determinada pela polícia. Após o cerco à sede da 6ª Companhia
Independente da Polícia Militar (CIPM), viaturas da PM realizam buscas
pelos criminoso, mas nenhum dos envolvidos foi localizado e preso até às
11h30 deste sábado (15).
terça-feira, 11 de agosto de 2015
Fim dos tempos...
Portadora da síndrome de Guillain-Barré fica sem andar em menos de 24 h
"Era difícil contar o que estava acontecendo. Ninguém me viu chorar, porque não sentia dor", disse Lidia García Villar
10/08/2015 18:55:59
A enfermeira espanhola Lidia García Villar,
34 anos, precisou utilizar uma cadeira de rodas apenas 24 horas após o
início da manifestação dos sintomas da síndrome de Guillain-Barré. Em
outubro de 2014, enquanto estava na casa da família, na Galícia,
Espanha, Lidia começou a perder a força nas mãos.
Apesar de não ter dado importância ao fato no
início, Lidia começou a se preocupar com o passar das horas, quando o
sintoma se agravou e a sensação de fraqueza irradiou para os pés. "Era
difícil contar o que estava acontecendo. Ninguém me viu chorar, porque
não sentia dor; é uma sensação que você mesma acha que não tem
importância. Mas eu dizia a eles: 'Isso não é normal; aconteceu algo
comigo'", disse Lidia.
No
dia seguinte, Lidia não mais conseguia usar as mãos e resolveu ir até
um hospital, onde foi diagnosticada com a síndrome de Guillain-Barré.
"Em poucas horas, meus músculos estavam completamente atrofiados",
relembra.
Nove meses após o diagnóstico, Lidia ficou com
poucas sequelas da síndrome. No entanto, ainda realiza sessões diárias
de fisioterapia para recuperar os movimentos. "Ainda não consegui
recuperar totalmente a sensibilidade das mãos", explica.
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Guillain-Barré na BahiaNa Bahia, foram notificados até o mês de julho pela Secretaria da Saúde do Estado (Sesab) 106 casos da doença. Os números foram coletados pela Superintendência de Vigilância e Proteção da Saúde (Suvisa) e divulgados através de um boletim da Secretaria da Saúde do Estado (Sesab).
A capital baiana é o município com o maior número de
casos confirmados. Ao todo, 38 pacientes estão com a doença. Ainda
segundo a Sesab, Feira de Santana e Valença aparecem na sequência, com
três e dois casos confirmados, respectivamente. Em toda a Bahia, 36
leitos estão reservados para pacientes com a doença - sendo 18 deles em
Salvador.
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