domingo, 6 de agosto de 2017

Apesar da tecnologia, tardiamente...



Polícia usa drones para mapear áreas de tráfico de drogas em Salvador




A Coordenadoria de Operações Especiais (COE) da Polícia Civil começou a realizar o mapeamento de ruas, casas, estabelecimentos comerciais (mercadinhos, bares, padarias, entre outros) usando drones, em bairros e localidades com presença do tráfico de drogas. Esta semana, equipes visitaram o bairro de Nova Constituinte, próximo a Periperi, no Subúrbio Ferroviário
Sete equipes, com aproximadamente 30 policiais, fazem o levantamento os nomes das ruas, travessas, numeração das casas, registrando os estabelecimentos comerciais e conversando com os moradores. O coordenador da Operação COA (Conhecer, Operar e Aproximar) explicou que a polícia, muitas vezes, perde tempo rodando procurando um determinado alvo. “Estamos dando um grande passo. Trabalhamos com cumprimentos de mandados de prisão e de busca e apreensão e Salvador é uma cidade que cresce desordenadamente".
O delegado acrescentou que a Operação COA é realizada semanalmente em regiões com presença de organizações criminosas que atuam vendendo drogas e praticando outras modalidades ilícitas. “Com as imagens aéreas passamos a conhecer, com outra perspectiva, os imóveis usados pelos traficantes, as possíveis rotas de fuga, como posicionar as viaturas durante as operações, entre outros importantes detalhes”, concluiu Viana.
A Operação COA visa também a distribuição de panfletos do Disque Denúncia da SSP e verificação de locais denunciados como pontos de vendas de entorpecentes.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

P.L.B.

Assista: agentes filmam portas danificadas e buracos em celas da Lemos Brito



Agentes penitenciários fizeram uma revista, conhecida como “baculejo”, em celas do módulo cinco da Penitenciária Lemos Brito, no Complexo Penitenciário Salvador, no bairro da Mata Escura, na manhã desta quarta-feira (18). De acordo com o Sindicato dos Servidores Penitenciários da Bahia (Sinspeb), que registrou as imagens, o objetivo da ação foi identificar possíveis buracos ou outros meios que pudessem facilitar a fuga de internos.
Durante as ações, que tiveram apoio do Batalhão de Guarda da Polícia Militar, os agentes registraram portas danificadas, com dobradiças quebradas, chapa solta e algumas presas com pedaços de pano e arames. Segundo o Sinspeb, mais da metade das portas das celas do módulo cinco está com defeito, o que oferece facilidade, tanto para a fuga dos presos, quanto para saírem a hora que quiserem do cárcere.
Durante as revistas, também foram encontrados buracos nas paredes. O sindicato explica que estes buracos têm algumas finalidades, a exemplo da comunicação entre presos, o transporte de objetos quando a cela está fechada, além de uma forma do interno demonstrar a fragilidade da própria estrutura.
O coordenador do Sinspeb, Geonias Santos, chama atenção para a estrutura das paredes da cela. “São de blocos vermelhos e reboco com cimento, quando na verdade as paredes deveriam ser de concreto e placas de aço. Este módulo da Lemos Brito existe há cerca de 50 anos e nunca passou por qualquer manutenção significativa, apenas reparos”.
Durante a revista também foram encontrados aparelhos celulares, além de presos portando quantias em dinheiro, entre R$ 200 e R$ 500. Apesar de portar os valores, os agentes não podem apreender, pois não existe recomendação no Código Execução Penal para tal procedimento.   

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

O poder paralelo

Conheça a estrutura de poder paralelo dentro dos presídios baianos



Conhecido como “Gringo”, Leandro da Conceição Santos Fonseca, de 25 anos, é apontado como líder da facção Bonde do Maluco (BDM) em Itinga. Preso, Gringo continuou a exercer o seu poder de dentro da penitenciária. Ele, que é investigado pela 27ª Delegacia Territorial (DT) como autor ou mandante de metade dos crimes ocorridos na área em 2016, ocupa o papel de "frente" dentro do sistema prisional.
 
O exemplo de Gringo mostra como o poder paralelo dentro das cadeias baianas se estabeleceu de forma organizada. De acordo com o Sindicato dos Servidores Penitenciário da Bahia (Sinspeb), o líder das organizações criminosas dentro dos presídios é conhecido como "frente". Além dele, existem os “soldados” – que prestam a segurança do “frente” e os “couro de rato, ou fariseus”, que fazem o “trabalho sujo” dos grupos. 
 
Segundo o Sinspeb, o "frente" é um preso que, com a ajuda de outros apenados, se estabeleceu como líder. Para o "frente", são dados poderes informais de gestor dentro das unidades. 
 
"O 'frente' detém o poder de vida e de morte sobre os demais presos. Mais grave ainda, através do seu exército armado e drogado, pratica todo e qualquer crime dentro das unidades prisionais cotidianamente, citamos como exemplo: sequestros, extorsões, estupros, agressões, espancamentos, escravidão e assassinato. A maioria desses crimes são denunciados por vítimas que por não mais suportarem as agressões, se arriscam em um último gesto de desespero, tendo em vista que conhecem os riscos decorrentes da denúncia”, afirma, ao completar: 
 
                                                                            Foto: Divulgação / Sinpesb - Soldados fazem proteção do "Frente"
 
“É comum internos ‘passarem o portão’ que é o ato de fugir do convívio dos pátios, isso acontece quando o preso vê a oportunidade de pedir socorro aos agentes, normalmente no horário do fechamento da cadeia, entretanto não se limita a horários, pois passam o portão a qualquer momento oportuno. Isso acontece por não terem mais como pagar aos ‘frentes’ pela sua sobrevivência ou mesmo convivência”, diz o sindicato, em documento entregue ao Bocão News.
 
Como toda estrutura de poder, o “frente” precisa de apoio. Quem fica responsável por fazer a proteção do “frente” são os “soldados”. Estes, geralmente, andam armados e garantem que o chefe não seja atingido por rivais. 
 
O trabalho de executar inimigos, assumir apreensões de drogas, armas e celulares fica por conta do “couro de rato”, também conhecido como “fariseu”. Este preso, segundo o Sinspeb, é mais pobre e executa esses “serviços” em troca de dinheiro e proteção nas unidades. 
 
MAPA DE FRENTES - A Sinspeb revelou um verdadeiro mapa dos “frentes”. Segundo o sindicato, em cada ala de cada unidade prisional baiana existe um “frente”, que está sob autoridade de um líder maior ou chefe dos frentes, a exemplo da facção, Comando da Paz, “CP”, em que os “frentes” obedecem a Cláudio Campanha, líder geral desta facção. Campanha está preso, mas não há informações da unidade prisional onde ele está. Outro exemplo é o de Genilson Lima da Silva (Perna); líder da facção Caveira, que, segundo o Sinspeb está presente em todas unidades prisionais do estado com seus “frentes”, também recebendo ordens de “Perna”. Também não há informações sobre a unidade em que ele está preso.
 
Segundo o Sinspeb, a facção de maior quantidade de internos é o BDM.
 
 
O líder da CP no pátio do Presídio de Salvador ameaçando um rival da BDM que está no "seguro", ala superior destinada aos estupradores, mas que estão sendo colocados rivais dá CP por conta da reforma do prédio anexo.
 
AMEAÇAS - Segundo o sindicato, comumente os agentes tentam disciplinar os presos, mas são "encurralados" e sofrem pressão dos apenados. 
 
"Surgem questionamentos como 'seu agente, o senhor mora em tal lugar, não é?', ' na rua tal, é isso mesmo?'. Isso é uma forma de intimidar", aponta o sindicato.
 
O Bocão News procurou a Seap, no entanto, não recebeu resposta sobre os questionamentos. Prepostos da secretaria informaram que os esclarecimentos só seriam dados nesta terça-feira (17).

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

O preço de ser Policial Militar...

Salvador

'Não vou aguentar', disse policial antes de morrer em assalto a ônibus

Jaílson César dos Santos Mendes, 43 anos, foi baleado no rosto ao reagir ao assalto e morreu a caminho do Hospital Geral Roberto Santos
13/01/2017 11:11:29
"Eu não vou aguentar, eu vou morrer", disse o policial Jaílson César dos Santos Mendes, 43 anos, após ser baleado em um assalto a ônibus no início da manhã desta sexta-feira (13), na altura do bairro do Imbuí.
Ao lado dele, o motorista do coletivo, do Consórcio Integra, tentava acalmá-lo: "Não, você não vai morrer não. Fique firme, abra os olhos, você não vai morrer, você vai aguentar", contou o supervisor do consórcio, que preferiu não ser identificado. O policial estava certo. Ele não resistiu e morreu antes de dar entrada no Hospital Geral Roberto Santos (HGE).
(Foto: Tailane Muniz/CORREIO )
Policial estava no ônibus a caminho do trabalho, na 53ª CIPM, em Mata de São João
Jailson era lotado na 53ª Companhia Independente da Polícia Militar (Mata de São João), onde estava havia 15 anos. Equipes da Força-Tarefa da Secretaria da Segurança Pública que investiga mortes de policiais já ouviram seis testemunhas que presenciaram a morte do PM. Testemunhas dizem que dois homens, um deles aparentando ser ainda adolescente, entraram no coletivo na região do Iguatemi e anunciaram o assalto na Avenida Paralela.
“Segundo as testemunhas, no momento que o roubo foi iniciado o militar reagiu e acabou atingido por disparos de arma de fogo. Chegamos no local do crime às 7 horas, pouco depois da ocorrência do fato, e obtivemos importantes detalhes que certamente nos ajudarão na elucidação do caso”, explicou o coordenador da Força-Tarefa, delegado Odair Carneiro.
Sogra da vítima, a autônoma Rosimeire Augusto dos Santos, 52 anos, conta que o policial era casado havia dez anos com a filha dela e tinha um filho de 7 anos. "Está doendo muito, ele era um menino do bem, um pai de família, um policial pacato, cheio de amigos e colegas que agora estão despedaçados. Era como um filho para mim, um homem exemplar", lamentou. 
A família recebeu a notícia pela comandante da 53ª companhia, onde o policial trabalhava, por volta das 6h20. "Ele estava indo para o trabalho, não tinha carro", informou a sogra. Familiares da vítima como o pai, um tio policial, esposa  e irmãos estiveram no hospital. Eles estavam bastante abalados e não quiseram falar com a imprensa. "Era um policial tranquilo, com certeza não esperava passar por isso um dia. Nem parecia que era policial, era bem tranquilo", completou a sogra.
Em nota, a Polícia Militar lamentou a morte do soldado. “É muito doloroso perder um irmão de farda que, mesmo antes de assumir o serviço, colocou em risco a própria vida para defender a sociedade. A corporação está enlutada”, lamentou o comandante geral da PMBA, coronel Anselmo Brandão. Ainda nção há informações sobre o dia, horário e local do enterro da vítima

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Cangaço Baiano...



Poder paralelo...


quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Estatuto do crime na Bahia...

Com drogas vindas do exterior, fornecedor da facção Katiara é o mesmo do PCC

PF prende mulher de Roceirinho em Nazaré
A ligação entre a facção Katiara e o PCC (Primeiro Comando da Capital) vai além de a quadrilha comandada por Roceirinho inspirar-se na facção paulista para criar o seu código de conduta, batizado de Estatuto da Katiara. As duas organizações criminosas têm o mesmo fornecedor de drogas, conhecido como Alemão, responsável pela negociação direta com traficantes do Mato Grosso do Sul e Paraná, estados que fazem fronteira com o Paraguai e Bolívia, produtores de maconha e cocaína, respectivamente.

A informação é da Polícia Federal, que  na terça-feira cumpriu dez mandados de prisão preventiva por tráfico de drogas e associação por tráfico em Salvador, Serrinha, Nazaré, Feira de Santana e Mirandópolis (SP).

Entre os mandados cumpridos, um deles foi contra o líder da Katiara, o traficante Roceirinho, que está custodiado no Presídio de Serrinha. “Quando ainda estava no Complexo da Mata Escura, ele dava as ordens tranquilamente através do uso de celulares. Com a autorização da Justiça, interceptamos as ligações e constatamos várias conversas com Alemão”, explicou ontem o delegado Leonardo Almeida Rodrigues, da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) da PF.
Roceirinho (à esquerda) está desde 2012 em presídio federal no Mato Grosso do Sul
(Foto: Divulgação/Polícia Civil)
 “Em sua defesa, Roceirinho disse que deixou o tráfico em 2013 e que pessoas usam o nome dele para se promover e que veio para Salvador trabalhar como açougueiro em Valéria, onde vivem seus pais”, disse o delegado, que interrogou o líder da Katiara dentro do presídio de Serrinha.Também foi presa na operação a mulher de Roceirinho, Ana Carla Ferreira, 26 anos, que estava em prisão domiciliar em Nazaré, no Recôncavo. Alemão,  que já cumpria pena em presídio em Mirandópolis (SP), responderá, agora, por mais um processo por tráfico de drogas.
Os mandados foram cumpridos também em Salvador - cinco no total, dos quais três foram no Complexo Penitenciário da Mata Escura, um no Barbalho e outro em Itapuã. Os policiais federais estiveram também em Feira de Santana, onde duas pessoas foram capturadas. “Só teve mandado de prisão de gerente para cima, pessoas de confiança, que viajam para finalizar a compra das drogas”, declarou o delegado Leonardo Almeida.
Logística
No caso específico da Katiara, o delegado Leonardo disse que uma pessoa de confiança de Roceirinho viajava a São Paulo exclusivamente para pagar integralmente Alemão, em local não informado pela PF. De posse do dinheiro, Alemão encomendava a carga a traficantes do Mato Grosso Sul e Paraná, que, por sua vez, faziam a compra com organizações do narcotráfico do Paraguai e da Bolívia.

 “Alemão é o cara que comprava a droga que vinha das fronteiras e revendia para Katiara, PCC e outras facções do país”, explicou o delegado.
 
Ainda segundo a Polícia Federal, a carga chega à Bahia em carros e vai direto para as cidades de São Sebastião do Passé e Alagoinhas, onde ficam armazenadas em fazendas e sítios. Depois de um período, a carga é transportada para os bairros de Valéria e Palestina, onde, segundo o delegado, ficam os centros de distribuição da quadrilha em Salvador e no Recôncavo.
Estatuto
A Polícia Federal começou a investigar a Katiara em 2013 com a Operação Tríade.
Entre 2013 e 2014, a PF aprendeu da facção 2,5 toneladas de maconha e 513 kg de cocaína, um montante estimado em R$ 52 milhões. “Acredito que foi um golpe duro na organização criminosa”, declarou o delegado Leonardo Almeida Rodrigues, da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) da PF.

Para o delegado Leonardo Almeida Rodrigues, a Katiara está longe de ser uma simples quadrilha de traficantes, mas sim “uma cópia quase do PCC. Uma prova disso é o Estatuto da Katiara, divulgado pela imprensa”, disse o delegado, referindo-se à matéria do CORREIO, que, no dia 2 de agosto  divulgou com exclusividade o documento da facção, inspirado nos moldes do PCC (veja alguns trechos do documento abaixo)

 “É um grupo muito bem organizado. Tem seus chefes, pessoas mais próximas ao líder da facção que pede conselhos de como agir, que administram os negócios. Tem os gerentes, pessoas que distribuem as drogas para ele (Roceirinho). São esses que viajam para finalizar o acerto com Alemão e contratam alguém para trazer a carga de lá para a Bahia. Além disso, tem os soldados, moradores dos bairros que fazem a segurança das bocas”, emendou o delegado.

Hierarquia familiar
Segundo o delegado, no topo da pirâmide está Roceirinho. Depois dele, um irmão, Fernando de Jesus Lima, o Ojuara. “Tem muita gente da família envolvida. O irmão dele é o segundo no comando, que controlava todas as ações em Salvador”, disse. Na mesma função de Ojurara, Alan Santos Fonseca, o Junior Pial, ou JP, respondia pelas bocas de fumo de Nazaré e o restante do Recôncavo.

Os dois foram presos em dezembro do ano passado, quando foram flagrados a bordo de um veículo, na região do Retiro, com uma pistola Glock automática, de calibre ponto 40, com dois carregadores municiados. Na época, a polícia apurou que “JP” e “Ojuara” ordenaram os ataques aos ônibus em Valéria, ainda em dezembro, depois que um comparsa traficante teria sido morto numa troca de tiros com policiais militares.
CORREIO denunciou práticas de tortura no mangue
No último dia 23, o CORREIO mostrou que, em Nazaré, a Katiara usa  métodos de tortura que incluem deixar rivais e devedores amarrados no mangue, feridos, sem comer, expostos a insetos e caranguejos.
O delegado Leonardo Almeida disse que, durante as investigações da Polícia Federal, também obteve relatos sobre as práticas. “A organização criminosa tentava manter a hegemonia no local e tivemos vários informes que houve torturas de inimigos e muitas mortes”, disse.
O mangue funcionava como um tribunal do júri.  Moradores relataram que,  à noite,  ouvem, vindos do mangue, gritos e gemidos de vítimas da facção sendo espancadas. Depois, elas são deixadas amarradas, por dias, com os ferimentos  expostos a insetos e caranguejos. Para a foz do Rio Jaguaripe, entre os bairros Apaga Fogo e  Muritiba, são levados devedores e quem desobedece as regras da facção. Aqueles que devem muito não têm segunda chance e são mortos de imediato. 
Depois de julgadas por uma comissão, formada pelo gerente da boca e comparsas, as vítimas são agredidas e amarradas. No caso de dívida de droga, aguarda-se o pagamento do montante devido pela família. A intenção dos bandidos é fazer com que os parentes quitem as dívidas, mas a maioria acaba morrendo e os corpos são despejados no mangue. A outra forma de tortura é  arrastar as vítimas na rua e, depois, jogar os corpos nas casas das famílias.
Comandante da 3ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM/Nazaré), o  capitão Maurício Costa contou que integrantes da própria Katiara já foram amarrados no mangue.  “O chefe deles mandou amarrá-los como castigo. Já encontramos um tronco com corda”, disse à reportagem.
Na semana passada, uma operação das polícias Civil e Militar efetuou dez prisões na região.
TRECHOS DO ESTATUTO (ERROS DE PORTUGUÊS MANTIDOS)
INTRODUÇÃO  
 
“A todos os irmãos que foi fundado O Primeiro Comando do Recôncavo de Nazaré das Farinhas, que sua hierarquia é chamada Katiara, que foi fundada no dia 16/10/2013. (...) Era o momento certo, de fundar a facção Katiara em prol de trazer uma nova imagem com transparência e verdade para fortalecer o crime no estado da Bahia”
CONFLITOS E ALIANÇAS 
“Deixando para todos os irmãos da Katiara e todos os criminosos cientes (...) que o nosso objetivo é fortalecer todos os criminosos sem exceção, independentemente de ser nossos irmãos e nossos amigos, estamos juntos para fazer o certo respeitando sempre os espaços de todos, para todos respeitar nosso espaço”
SELEÇÃO DE MEMBROS 
“Não aceitamos em nossa facção caguetes (delatores), homossexual, estupradores, pedófilos e talaricos e usuários de crack e outras coisas que fere a ética do crime”
CAIXINHA
“Todos os integrantes que são da facção, terá obrigações de informar o nome da favela da cidade onde mora e de quantos irmãos faz parte da quebrada para poder usufruir dos benefícios que será fortalecidos, passar o nome de todos os irmãos e companheiro leal para que possam ter  (...)  suas matrículas de batismo, para passar para o responsável do gravata, para que estes benefícios sejam realizados. Todos os integrantes que estiverem na rua é obrigado pagar caixinha no valor de R$ 100 mensais todo dia 15 de cada mês”